
Capítulo 1 - Voltando ao passado...

Estava ele lá, em seu pequeno quarto, relembrando a reviravolta que ocorreu em sua vida nos últimos anos. Aconteceu tudo muito rápido, Nicolas estava assustado, se acostumando com sua nova vida. Parecia que foi ontem...
(Maria Clara) – Bom dia querido!
(Nicolas) – Oi mamãe!
(Maria Clara) – Você dormiu um pouco demais hoje. Seu pai e eu estávamos só te esperando para irmos para o trabalho.
Jorge e Maria Clara faziam questão de ver o filho toda manhã antes de saírem. Sabiam que trabalhavam muito e não tinham tempo para a criança, mas um pequeno bom dia fazia toda a diferença para o pequeno Nicolas. A criança se trocou e correu para o hall.
(Nicolas) – Bom dia papai!
(Jorge) – Meu garotão, de onde vem tanto sono hein?! Papai e mamãe já vai trabalhar viu? A Zezé está te esperando para você tomar seu café.
Se despediram com a mesma alegria e brincadeira de sempre e Nicolas foi ao encontro de Zezé.
(Zezé) – Nic, isso são horas menino? Fiz um bolo especial para você!
Enquanto Nicolas comia o bolo, conversava com sua querida Zezé.
(Nicolas) – Zezé, como é uma escola?
(Zezé) – Já faz muito tempo que parei de estudar, não sei como são as escolas de hoje. Mas por que você quer saber? Não gosta de poder estudar em casa?
(Nicolas) – Não sei. Gostaria de saber como é.
(Zezé) – Mas você pode ter certeza que essas aulas particulares são para o seu bem.
(Nicolas) – Mas o Francis estuda em uma escola e a Débora também estudou. Aprendemos as mesmas coisas.
(Zezé) – Aí eu já não sei. Isso você tem que falar com sua mãe. O Francis aprende as mesmas coisas que você graças a seus pais que conseguiram bolsas de estudo para ele e pra Débora também quando ela ainda estudava.
(Débora) – Ouvi meu nome sendo pronunciado em vão. E aí pirralho! Que vidão essa sua hein?!
(Zezé) – Já falei para você não tratar o Nic assim!
(Débora) – Garotinho chato!
(Zezé) – Não liga querido. Ui, agora que me lembrei, seu aniversário está chegando. Está se tornando um homenzinho já.
(Nicolas) – É mesmo. Mas nem estou animado... meus aniversários são sempre a mesma coisa. E dessa vez não vou querer aquelas festonas que a minha mãe sempre faz.
Enquanto isso, na casa dos Lampert...
(Cléo) – Clarissa, meu docinho, está assim ainda? Esqueceu que vamos ver seu namoradinho hoje?
(Clarissa) – Ai mamãe, ele não gosta de mim, não sei porque você diz isso.
Nesse momento Alberto chega e interrompe a conversa.
(Alberto) – Já disse que não quero a menina naquela casa.
(Cléo) – Ora Alberto! Você sempre misturando as coisas. Nossa filha não tem nada a ver com sua briga com o Jorge. Eu adoro aquela família e não adianta tentar nos proibir de ir lá.
(Alberto) – Eles são uns falsos, duas caras!
(Cléo) – Não sei se você está lembrado, mas foi você quem tentou passar a perna no Jorge. Está pronta Clarrisa? Vamos lindinha.
Alberto não suportava quando Cléo insinuava tal coisa e isso era motivo de freqüentes brigas entre eles. Mas Cléo sempre saía por cima, não ligava e amava o marido acima de tudo.
(Clarrisa) – Mãe, não gosto dessas roupas que você me coloca. São muito cheias de frescuras. Ai, isso coça!
(Cléo) – Querida, você está muito fofa assim. Não quer ser igual a sua mãe? Esse é o caminho.
Clarissa não gostava do estilo perua de sua mãe que acabou passando pra ela, mas com o tempo acabou se acostumando.
Um tempo depois Cléo e Clarissa chegam à casa dos Macfay.
(Zezé) – Niccccccc! Visita para você.
(Nicolas) – Não acredito que aquela mini patricinha está aqui de novo. Estou indo Zezé!!!
(Nicolas) – Ei Zezé, o Francis não vem hoje não?
(Zezé) – Acho que sim, daqui a pouco ele aparece por aí. Agora vai ver sua amiguinha, vai.
(Cléo) – Oi fofinho!
(Nicolas) – Oi tia Cléo!
Nicolas era fascinado por Cléo. Cresceu com ela em sua casa e a tinha como uma verdadeira tia.
(Clarrissa) – Oi Nicolas.
(Nicolas) – Oi. FRANCISSS!!! Você demorou hoje, vamos lá fora brincar?
(Francis) – Lá fora? Ah não, vamos lá no seu quarto.
Nicolas e Francis subiram e deixaram Clarissa sozinha.
(Cléo) – Vai lá também filha. Vou ficar na cozinha com a Zezé.
(Nicolas) – Ei, você vai ficar o tempo todo nesse game?
(Francis) – Claro! Se você não quiser jogar comigo, paciência.
Clarissa chegou no quarto e ficou sozinha, sentada em um canto. Nicolas também acabou sobrando. Ele gostava do “amigo”, só não suportava o fascínio que ele tinha por seus brinquedos.
Enquanto isso, em outra parte da casa...
(Ricardo) – Oi gatinha. Hoje ainda não te vi, estava louco de saudade.
(Débora) – Ai Ric, assim eu não resisto.
(Ricardo) – Sem perda de tempo, vem cá vem!

(Débora) – Estou tão ansiosa Ric. Quando poderemos finalmente realizar aquele nosso sonho?
(Ricardo) – Calma, precisamos ir com calma, está tudo indo muito bem.
(Alfredo) – Mas de novo? Quem será que tranca essa porta toda vez que preciso entrar?! E sempre não tem ninguém aí.
(Débora) – Que velho chato.
(Ricardo) – Xiii... psiu! Quietinha senão ele nos escuta.