Mac City 2

 

 

 

 

 

Capítulo 12 - O mistério de Francis

Na casa dos Lampert...

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(Cléo) – Não senhor Alberto! Há semanas você não almoça em casa, você tem uma esposa e uma filha que sentem sua falta sabia?
(Alberto) – Mas eu já disse, tenho compromissos!
(Cléo) – Todo dia agora? E tempo pra sua família? Não quero saber, hoje você fica.
(Alberto) – Tá bom, vou tomar um banho.

Alberto sobe e deixa Cléo sozinha.

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(Cléo) – Nunca pensei que iria fazer isso, mas...

Cléo não imaginava que isso pudesse acontecer com ela, mas ela estava desconfiada da fidelidade do marido. Ela foi até o quarto e mexeu nas roupas de Alberto.

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Ela achou um papel com um número de telefone anotado. Nervosa, copiou o número em outro papel, o guardou e desceu.

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(Clarissa) – Oi mamãe!
(Cléo) – Oi minha filha, como foi na escola?
(Clarissa) – Bem. A senhora parece nervosa...
(Cléo) – Cadê senhora aqui?
(Clarissa) – Tá bom, você parece nervosa...

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(Cléo) – Eu? De jeito nenhum fofinha, continuo linda, leve e loura como sempre!
(Clarissa, rindo) – Mãe, você não é loira!
(Cléo) – Ah, é verdade, mas eu sempre quis dizer isso. Vamos almoçar?

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Os três almoçaram tranqüilamente. Alberto parecia ansioso enquanto Cléo agia naturalmente. Depois do almoço...

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(Clarissa) – Mãe...
(Cléo) – Sim filha?
(Clarissa) – Queria falar com você...
(Cléo) – Ai meu Deus! Vi isso em um filme. Quando uma filha chega com esse jeitinho pra mãe só pode ser para falar duas coisas: “Menstruei” ou “Estou apaixonada!” E como a primeira não é... O Nic se declarou?!

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(Clarissa) – Ahn?! Que viagem mãe! Mas... você já pensou em ser vidente?
(Cléo, eufórica) – Eu acertei??!!?!
(Clarissa) – Mais ou menos... eu estou confusa. Desde pequena eu sempre gostei muito do Nicolas, mas ele sempre me desprezou. Agora estamos mais unidos, nossa amizade está mais forte e eu não sei se o que sinto por ele é...
(Cléo) – Amor?
(Clarissa) – Sim. E pra terminar de complicar tudo, tem outra pessoa envolvida.

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(Cléo) – Ai que lindo, um triangulo amoroso!
(Clarissa) – É sério mãe!
(Cléo) – Brincadeirinha filha. Quem é a outra pessoa?
(Clarissa) – Um garoto lá da escola, o TJ. Hoje quase nos beijamos. Acho que ele gosta de mim, também gosto dele, mas não sei se desse jeito.
(Cléo) – E o Nic?

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(Clarissa) – Tem uma garota, amiga do TJ, que está afim dele e acho que ele corresponde.
(Cléo) – Então temos um quadrado amoroso... complicado. Clarissa, a única coisa que eu posso dizer é pra você seguir seu coração. Acho isso uma coisa muito brega de se dizer, mas é verdade. Se você gosta realmente do Nicolas, você vai saber. E se ele está com outra, paciência. Dê uma chance a esse garoto.
(Clarissa) – Estou com medo.
(Cléo) – Minha menininha já é uma mulher e eu nem percebi! Vai dar tudo certo, você vai fazer a coisa certa filha. E conte sempre com sua mãe.

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Na casa de Zezé...

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(Zezé) – Estou tão aliviada por ter visto o Alfredo melhor Nic, amanhã mesmo ele pode vir pra cá!
(Nicolas) – Que bom Zezé, o Alfredo não merecia passar por isso. E vai ser muito bom tê-lo como vizinho.

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(Zezé) – Com certeza. Agora o que me deixa triste, como sempre, é o Francis. Você tem notado o tanto que ele anda estranho? Chega tarde em casa, não come direito, não me respeita mais.
(Nicolas) – Ele tem faltado da escola também, vai acabar perdendo o ano.
(Zezé) – E eu estou perdendo meu filho.

Zezé chora e um tempo depois Francis aparece revoltado, sujo e muito agitado. Zezé assustada o segura pelos braços.

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(Zezé) – Francis, meu filho, o que está acontecendo com você?

Francis levanta o rosto e Zezé e Nicolas ficam horrorizados.

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O brilho natural de seus olhos foi tomado por uma palidez mórbida e avermelhada. Zezé solta o filho, dá um passo para trás assustada e Francis corre para o quarto.

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(Zezé) – O que foi isso Nic?
(Nicolas) – Não sei Zezé, não sei...

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Nicolas já estava desconfiado de certas atitudes de Francis e o ocorrido serviu para ele confirmar suas suspeitas. Ele sabia que tudo isso tinha uma única causa: a influência dos DDD.

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Francis se trancou no quarto e Nicolas dormiu com Zezé. Ela passou a noite em claro chorando e Nicolas poucas vezes conseguiu cair em um sono profundo.

No outro dia...

Francis acorda com uma movimentação estranha na rua, barulhos de carro e pessoas conversando ansiosamente.

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(Francis) – Merda! Tenho que sair daqui.

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O garoto entrou em pânico quando viu a polícia parada frente à pensão. Vestiu-se rapidamente e, aproveitando que Zezé e Nicolas ainda dormiam, saiu pela janela carregando um saco de lixo com algo dentro.

Em seguida Zezé e Nicolas acordam.

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(Zezé) – Ué, polícia aqui na pensão há essa hora?
(Nicolas) – Que estranho.

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(Zezé) – Vou lá ver o que é. Tente falar com o Francis enquanto isso.
(Nicolas) – Está bem.

Zezé vai até o pátio...

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(Zezé) – O que está acontecendo?

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(Mariléia) – Não agüentou de curiosidade Zezé?
(Zezé) – Não comece Mariléia, moro aqui não é? Tenho o direito de saber se algo de errado está acontecendo.

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(Policial) – Não é nada senhora, apenas meu carro que estragou aqui perto, vim pedir ajuda.

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(Antônio) – E achou! Tudo pronto lá sinhô puliça.
(Policial) – Oh, muito obrigado quanto foi o trabalho?

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(Mariléia) – Enquanto você fica se preocupando com esse mauricinho recém pobre, seu filho...
(Zezé) – Cuide da sua vida e de sua filha Mariléia! E respeite o Nicolas, ele é uma pessoa maravilhosa. Tenho mais o que fazer, com licença.

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(Nicolas) – O Francis não está no quarto Zezé.
(Zezé) – É, já cuidaram de me avisar. Meu Deus, o que a Maria...
(Nicolas) – Quem?
(Zezé) – A vizinha daqui de baixo, ela me odeia! Mas não se preocupe com isso... mas e o Francis?

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(Nicolas) – Parece que ele saiu logo cedo, pelo menos levou as coisas da escola, ele já deve ter ido para a aula.
(Zezé) – Espero Nicolas... estou cada vez mais preocupada. Aquela cena ontem, os olhos dele, não saiu da minha cabeça! Você acha que ele...
(Nicolas) – Fique calma Zezé, vou descobrir o que está acontecendo.

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