
Capítulo 24 -Um novo amor

(Clarissa) – Nicolas, o que você está fazendo?
(Nicolas) – Não diz nada Clarissa, antes que eu perca a coragem.
Pega de surpresa, Clarissa estava sem ação, apenas via os olhos de Nicolas fixos nela, a olhando profundamente e com ternura. Até que...

(Clarissa) – Nicolas, o que foi isso?!
(Nicolas) – Clarissa, eu... é que... bem, eu já sei de tudo.
(Clarissa) – De tudo o que?!
(Nicolas) – O Lipe me contou... de você e eu... e...
(Clarissa) – Não estou acreditando que ele teve coragem de me trair, eu disse que não queria que você soubesse!
(Nicolas) – Mas qual o problema de eu saber?
(Clarissa) – Exatamente esse: você ficar comigo apenas por pena!
(Nicolas) – Pena?! O que você está dizendo?!
(Clarissa) – Está claro! Você soube que gosto de você e quis se aproveitar. Você nunca olhou pra mim, por que olharia agora?
(Nicolas) – Você está entendendo tudo errado...
(Clarissa) – Não quero ouvir mais nada!
Clarissa estava assustada, não sabia como agir e saiu correndo atordoada deixando Nicolas sozinho pensando que havia feito tudo errado.
(Nicolas) – Eu acabei com a nossa amizade!
Lipe estava indo embora, mas Clarissa, correndo, o alcançou.
(Lipe) – Clarissa?! Aonde você vai com tanta pressa? Você está chorando?!
Clarissa não respondeu.
(Lipe) – Aconteceu alguma coisa, vou voltar pra ver o que foi.
Um tempo depois...
(Lipe) – Nicolas, eu vi a Clarissa correndo e...
(Nicolas) – Eu fiz tudo errado Lipe, ela me odeia!
(Lipe) – Como assim?! O que aconteceu?
(Nicolas) – Eu não sabia o que dizer e fiz o que você disse...
(Lipe) – A Beijou?
(Nicolas) – Sim.
(Lipe) – E foi tão ruim assim pra ela sair correndo?
(Nicolas) – É sério Lipe!
(Lipe) – Desculpa. Mas e depois, o que você disse?
(Nicolas) – Falei que já sabia de tudo, que você me contou...
(Lipe) – Caramba cara, você não devia ter dito isso! Aposto que ela pensou que você só ficou com ela por saber disso.
(Nicolas) – Exatamente.
(Lipe) – E você está fazendo o que aqui ainda? Corre atrás dela, se explica!
(Nicolas) – Você tem razão, vou a casa dela!
Enquanto isso, Zezé e Alfredo chegam à delegacia para falar com Débora.
(Débora) – O que você está fazendo aqui, Alfredo?! Veio rir de mim?
(Zezé) – Não diz uma coisa dessas minha filha, ele está aqui para me ajudar!
(Alfredo) – Acredite Débora, nunca quis o seu mal...
(Débora) – Conta outra velho, você sempre teve o pé atrás comigo! Mãe, me tira daqui!
(Zezé) – Eu não posso fazer nada filha, você está sendo acusada de matar um homem!
(Débora) – Mas não fui eu, já disse!
(Zezé) – Por que você foi se envolver nisso tudo Débora? Matar o Jorge e a Clara que te receberam em casa como uma filha!
(Débora) – O que você está dizendo?!
(Alfredo) – Ela já sabe de tudo.
(Débora) – Não fui eu que os matei, o Ricardo planejou tudo junto com o Hugo e...
(Zezé) – E...?
(Débora) – Eu confesso que sabia de tudo, queria tirar proveito disso, mas eu não fiz nada!
(Zezé) – E esse homem que morreu, o Hugo?
(Débora) – No início eu me aproximei dele porque fazia parte do plano do Ricardo, ele não queria cumprir o acordo que havia feito. Mas acabamos nos envolvendo, o Ricardo foi ficando cada vez mais insuportável e decidimos...
(Alfredo) – Acabar com ele?
(Débora) – Ele mereceu! Ou você vai me dizer que está com dó dele?
(Zezé) – Eu nunca esperei que uma filha minha pudesse agir dessa forma. Lutei tanto para criá-los Débora...
(Débora) – Mas eu nunca tive nada! Diferente daquele mauricinho do Nicolas. E não me venha com sermões agora!
(Zezé) – Eu não estou me sentindo bem... Alfredo...
(Alfredo) – Como você pôde fazer isso com sua mãe garota?
(Policial) – Acabou o tempo da visita.
(Débora) – Mãe, me ajuda, pelo amor de Deus!
Zezé olha para Débora com pena e repulsa...
(Zezé) – Não use o nome de Deus, você não merece a misericórdia Dele!
(Débora) – Mãe, me perdoa...
(Alfredo) – Agora é tarde para pedir perdão.
Na casa dos Lampert...
(Cléo) – Filha, o que aconteceu?!
(Clarissa) – O Nicolas mãe, ele me beijou!
(Cléo) – Que maravilha! Então ele finalmente se declarou?!
(Clarissa) – Não, ele soube que eu gostava dele apenas...
(Cléo) – E?
(Clarissa) – E claro que ele quis se aproveitar...
(Cléo) – Calma Clarissa, você está precipitando as coisas. Você deu pelo menos uma chance para ele se explicar?
(Clarissa) – Explicar o que?
(Cléo) – Estou surpresa de você pensar isso do Nicolas, afinal vocês se conhecem bem o suficiente para você saber que ele tem caráter.
(Clarissa) – Mas...
(Cléo) – Eu tenho certeza que ele não tomou essa atitude de má vontade, para se aproveitar...
(Clarissa) – Ai mãe, eu não sei mais o que pensar! E se nunca mais nos falarmos, perdermos nossa amizade?
(Cléo) – Calma querida, isso não irá acontecer. Vai pro seu quarto, deita, esfria a cabeça e pensa melhor...
Um tempo depois Nicolas chega...
(Nicolas) – Oi Cléo, como vai?
(Cléo) – Bem Nic.
(Nicolas) – A Clarissa está?
(Cléo) – Está sim, mas não sei se ela vai querer vê-lo por enquanto.
(Nicolas) – Ela te contou?
(Cléo) – Sim. Escuta Nic, eu gosto muito de você, te vi crescer, mas, por favor, não faça minha filha sofrer.
(Nicolas) – Eu nunca faria isso Cléo! A Clarissa não deu tempo de eu me explicar. Eu estou tão surpreso quanto ela, não sabia o que dizer e acabei fazendo burrada.
(Cléo) – Você tem certeza que gosta dela, pra valer?
(Nicolas) – Sim, absoluta! Ainda mais agora, só de passar pela minha cabeça que eu posso perdê-la...
(Cléo) – Fico feliz em ouvir isso querido, agora sei que você fará a Clarissa muito feliz. Pode subir, ela está no quarto.
(Nicolas) – Clarissa?
(Clarissa) – Nicolas? O que você está fazendo aqui?
(Nicolas) – Eu queria falar com você, te dizer que hoje foi o dia mais importante da minha vida e que fiz aquilo porque...
Nicolas fica calado e Clarissa se acalma.
(Clarissa) – Por que?
(Nicolas) – Porque eu te amo Clarissa!
(Clarissa) – O que?
(Nicolas) – É isso mesmo, eu que fui um burro o tempo todo e não percebi isso. Você sempre esteve comigo a vida inteira, mas eu estava cego e não percebi isso. Acho que não entendi o que sentia por você porque misturava com nossa amizade, mas depois que soube do que você sentia por mim, tudo foi ficando mais claro, eu entendi que todo esse carinho que sinto por você não é só amizade...
(Clarissa) – Mas e a Isis?
(Nicolas) – A Isis não significou nada pra mim, ela só se aproximou porque achava que eu era rico, ela é uma interesseira. Eu nunca me interessei por outra garota porque me contentava apenas de ter você por perto e hoje entendo porque. Não me vejo com mais ninguém e muito menos sem você. Me perdoa Clarissa!
(Clarissa) – Perdoar do que?
(Nicolas) – Por o que eu fiz hoje, foi tudo errado. Você não queria né? Eu tinha que ter falado tudo pra você antes...
(Clarissa) – Não tem nada que perdoar, Nic. Eu que tenho que pedir perdão por ter dito aquilo tudo, fui injusta com você.
(Nicolas) – Vamos esquecer isso então, o que importa é que...
(Clarissa) – Que?
Nicolas se aproxima...

(Nicolas) – Como o Lipe disse: na falta de palavras...
(Clarissa, rindo) – Aja! A Drica também me dizia isso.
(Nicolas) – Sério?
(Clarissa) – É, se dependesse dela estávamos casados! Nic, você tem certeza?
(Nicolas) – De nós dois? Não tenho a menor dúvida, Clarissa, confia em mim!
Clarissa ficou em silêncio e fitou Nicolas por alguns instantes. Um filme mostrando toda a infância e adolescência dos dois juntos passou pela cabeça da garota. Uma lágrima de felicidade caiu dos olhos da menina.
(Clarissa) – Eu te amo Nicolas!