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O Médico e a Princesa

Era uma vez um médico Sim que, de repente, se meteu em uma história que parecia mais um conto de fadas, onde seu maior objetivo era salvar o amor de sua vida para que pudessem viver felizes para sempre!

Seja bem-vindo e acompanhe, abaixo, as aventuras de Jordan Baroni!

O Médico e a Princesa

Parte 1 – O Início

My Greeks (boate), em Magnolia Promenade.

4h da manhã do sábado.

Jordan Baroni estava bebendo no bar da boate (que ficava no segundo andar) com seu irmão, Rafael. Os dois tinham tido uma discussão feia momentos antes, por conta do mau comportamento de “J.” (fala-se tipo “diéi”), mas agora ambos estavam mais calmos. Falavam alto um com o outro no momento apenas porque o som ali dentro estava bem elevado.

– Primeiro, cara: é a guria que eu gosto! – Rafael reclamava com o irmão. Arrumou a jaqueta marrom que usava e continuou: – Segundo, você é mais velho do que eu e deveria saber se comportar de uma maneira mais madura! E terceiro: você é o mais novo diretor do hospital de toda Simlândia, J.!  Tudo que você não precisa agora é de escândalos envolvendo o seu nome!

– Já te pedi desculpas, Rafa! Me empolguei, bebi demais, passei dos limites!

– Eu sei disso, cara! Mas chega de justificativas, véi! E você não se preocupa com a Babs? A guria tem mais chifres na cabeça que não sei nem o quê!

– Ah, Rafael, me poupe! Chifre é que nem gol! Quem não faz, leva!

– É assim que você gosta da Babs? Ela também é uma pessoa pública, cara! Uma hora algum jornalista te pega se agarrando com outra por aí e você vai se lascar nas mãos dela! Parece que você não liga! – Rafael tentava entender.

– Cara,… – Jordan suspirou. Deu uma golada na bebida. – Eu estou há anos com a Babs. Então fica na tua e não te mete.

– Eu sou teu irmão, babaca! É por isso que eu estou me metendo na droga da tua vida! – Rafael reclamou. – Porque você age como se não tivesse nada a perder e eu quero te ajudar!

– Quer me ajudar? Toma uma aí comigo! – Jordan olhou para a bartender e pediu (como sempre falando alto para poder ser ouvido ali dentro): – Ana, por favor, serve aí um suco de cevada para o meu irmão que ele está precisando! Tá muito estressado.

– Tô mesmo, cara,… Estressado e triste… Triste porque você tá virando mais um desses otários que a gente esculhamba tanto… – Rafa disse, desanimado.

– Não exagera, Rafa… – Jordan ficou meio chateado com o que o irmão disse, mas não quis que ele percebesse isso.

– Valeu pelo suco de cevada, man, mas vou nessa.  – Rafa levantou e saiu, deixando o irmão sozinho imerso em seus pensamentos.

A verdade é que nem ele mesmo, Jordan, sabia como as coisas tinham chegado naquele ponto…

A namorada dele era Babs L’Amour, uma atriz muito conhecida e popular no mundo Sim. E embora ela fosse meio controladora, para ele estava cômodo. Eles estavam juntos havia mais de dez anos!

Era muito tempo! E ele mesmo ainda não entendia porque ainda continuava enrolando Babs para noivar, para casar, apesar de ele querer tanto começar sua própria família. O fato é que algo dentro dele dizia que, embora gostasse dela, não era ela. Mas ele nunca iria admitir isso para ninguém. Era difícil assumir até para si próprio…

Então o que ele fazia?… Quando saía com os amigos ou sozinho, ele se jogava em novas aventuras…

A verdade é que, no campo amoroso, nem ele compreendia o que buscava! Gostava da Babs, mas era apenas isso…

Claro que quando era mais novo, fazia tudo pela diversão; gostava de ver os amigos dizendo que ele era o “pegador”. Mas agora ele estava bem mais velho… Domingo faria 30 anos de idade… Não era mais nenhum menino. No entanto, apesar de estar ciente disso, não mudava sua postura. Sempre encontrava uma desculpa para seu próprio comportamento.

Já, profissionalmente, sua vida estava perfeita! Além de sua própria clínica particular, Jordan tinha se tornado o mais jovem Diretor do Hospital Público da Simlândia, o que representava o mais alto grau de reconhecimento em sua carreira médica. Tinha até sua própria sala lá dentro, que possuía todos os equipamentos de última geração!

Então, uma das poucas coisas que ainda gostava muito de fazer era estar em sua sala, cuidando dos pacientes.

Suas cirurgias preferidas eram aquelas que traziam novos bebês ao mundo, apesar da alta incidência de homens gestantes como resultado de abduções alienígenas! “Só nesse mundo mesmo! Deve haver algum lugar onde isso tudo é loucura!”, pensava nessas horas.

E era exatamente quando olhava para aquelas novas crianças que seu coração apertava mais…

Será que um dia teria seu próprio filho? Não de alienígenas, claro! Ele queria uma coisa mais tradicional nesse sentido. Então se perdia nesses pensamentos…

Mas logo voltava ao trabalho e focava em seus deveres.

Mas, bem, também havia as saídas! Não, não apenas aquelas em que ele precisava sair do hospital para resolver casos de surtos e aplicar injeções nas pessoas.

Havia as saídas com seus inseparáveis amigos: Don Lotário (de camisa vermelha), Kai Kahue (de camiseta azul), Scrubs de Reve (de camisa azul escuro) e Chuck Cenzo (de boné laranja).

E antes de ir para as baladas, essa turma sempre se reunia na casa alugada onde Jordan morava com o irmão Rafael: uma residência simples (para o padrão da milionária família dos dois), mas aconchegante, em Windenburg.

Então eles ficavam um tempo na sala vendo jogos, tomavam alguns sucos de cevada, conversavam e riam bastante, e depois escolhiam para que boate ou bar iriam. Rafa sempre com eles, claro!

Mas voltando ao ponto onde começamos…

Jordan colocou a mão na cabeça, que já começava a doer (resultado de muitos sucos de cevada). “Como as coisas foram terminar assim hoje?”, pensou, desanimado. Poucas horas antes, na noite de sexta, eles tinham chegado ali, na My Greeks, de boa, pediram um aperitivo, algumas bebidas, e a conversa rolou solta; até aí, todos se divertindo!

Daí, bem mais tarde, quando a boate estava cheia, a turma toda foi para a pista dançar. Ele até ficou com uma mina chamada Maria Ruiz, que ele tinha conhecido (e ficado antes) numa biblioteca. E ela que o lembrou disso! Ele mal reconheceu a figura!

Até que a tal garota foi embora e ele, já alto por causa da bebida, deu em cima de Cíntia Behr, a guria pela qual o Rafael tem uma queda abissal!… E não se faz isso com um amigo, imagine com um irmão!… Esse foi o motivo da discussão dos dois.

E agora que a ficha de Jordan estava caindo, ele estava começando a se sentir muito culpado… Se havia pessoas que ele amava muito eram seus familiares, então, estava péssimo por ter sido um sacana com o próprio irmão. Virou o resto da bebida, pagou, levantou e saiu do clube, direto para casa.

Sábado.

Quando Jordan chegou em casa, procurou por Rafael, mas esse já estava dormindo, então J. foi fazer a mesma coisa e, sem opções, teve que deixar a conversa para depois. Só que, quando acordou, perto das três horas da tarde, o irmão já tinha saído e deixado um recado dizendo que estava com os amigos. Assim, J. trocou de roupa e foi para o jardim da casa para meditar, coisa que ele sempre fazia quando podia e, principalmente, quando sabia que estava passando dos limites de conduta aceitável para se viver harmoniosamente.

O que ele jamais poderia imaginar, no entanto, é que naquele dia, véspera de seu aniversário, sua meditação não seria como as outras…

– Mas o que é isso??? Eu tô levitando??? – Ele notou, assustado.

E, antes que pudesse fazer qualquer coisa a respeito, em segundos ele já não estava no jardim de sua casa; e nem o que vestia era a roupa que estava antes…

– Mas o que… – Ele não entendia o que estava acontecendo. – Como vim parar aqui?… – Apenas reconhecia o lugar: um bairro de Willow Creek. – E essa armadura? Cadê minha roupa? – Sem entender nada.

Então, um calafrio percorreu sua espinha, engoliu seco… Sabia que havia alguém, ou algo, atrás dele!…

Capítulo 2

Capítulo 3

Capítulo 4

Capítulo 5

Capítulo 6

Capítulo 7

Capítulo 8

Capítulo 9

Capítulo 10

Capítulo 11

Capítulo 12

Capítulo 13

Capítulo 14

Capítulo 15

Capítulo 16

Capítulo 17

Capítulo 18

Capítulo 19

Capítulo 20 – Final

Texto e produção: Isa Menezes