Crítica do The Sims 3 pelo Omelete

O nosso usuário Tutano encontrou uma crítica sobre o The Sims 3 pelo website Omelete publicada há dois dias. Confira abaixo!

The Sims 3 chegou e, assim como seu antecessor, com enorme sucesso. É simplesmente o maior lançamento na história da Electronic Arts, com mais de 1,4 milhão de unidades comercializadas apenas em sua primeira semana nas prateleiras. Porém, mais do que boas vendas, o jogo também vem sendo bem recebido pela comunidade “simmer”.

O DVD permite a instalação tanto em PCs quanto Macs e embora tenha rodado melhor no Mac, um PC atualizado e com boa quantidade de memória roda o jogo sem engasgos.

O game traz apenas uma cidade com seus diversos lotes comunitários e residenciais. Para variar a locação, basta acessar o site oficial e baixar gratuitamente uma nova. Uma vez instalado, chegou a hora de mudar um Sim para sua cidade.

As famílias agora são classificadas por nível de dificuldade, que varia de acordo com o número de pessoas na casa. Optei por criar um Sim totalmente novo e, depois de muito estica-e-puxa no gerador de personagens, fiquei com a impressão de que, com alguma paciência, é possível mesmo imitar alguém do mundo real ali. Nessa personalização senti apenas falta de mais opções de roupas e cabelos e de ajustar a altura do Sim. Mas a Maxis e a EA são espertas… este é só o jogo-base. Sem dúvida as expansões (que com certeza virão) trarão mais opções.

Com o Sim pronto, finalmente a cidade recebeu seu novo morador, com cinco traços de personalidade selecionados num grupo de 60, uma novidade do game. Escolhi esses atributos de maneira que ele parecesse único e até meio bipolar. Feito isso, bastou escolher a casa, que podia ser mobiliada ou não, e começar a jogar.

A grande novidade deste novo produto da série é o mundo aberto – e ele não desaponta. Você pode agora cruzar a rua e convidar os vizinhos para uma visita, dar uma corridinha até a praça, ou, se preferir não fazer exercício, pode pegar um táxi, dirigir seu próprio carro ou andar de bicicleta até lá. E qualquer um no caminho pode ser abordado para uma conversa.

A vizinhança impressiona pelo tamanho e boa distribuição. E o melhor: tudo flui naturalmente, sem qualquer tela de carregamento, como havia sido prometido pela desenvolvedora. E como simulador de vida não é simulador de vida sem trabalho, cada emprego parece ter um prédio associado a ele. Quando o Sim sai pra trabalhar, mesmo que você não consiga vê-lo exercendo sua função, ainda poderá dar-lhe orientações durante o expediente, como pedir que faça hora extra ou que seja mais relaxado, o que afetará diretamente sua carreira.

Em relação à arquitetura Sim, o modo de construção sofreu ótimas melhorias, que tornaram ainda mais fácil a tarefa de dar ao seu personagem a casa perfeita. A nova ferramenta que permite criar estilos deve agradar em cheio aqueles que não gostam de usar itens prontos e preferem combinar as cores e texturas dos móveis dentro de um ambiente. Porém, o pequeno número de objetos para decoração deve incomodar os jogadores de The Sims 2, acostumados à variedade obtida através das dezenas de pacotes de expansão. Algo, claro, que mudará futuramente com o lançamento dos aprimoramentos para The Sims 3.

As interações, as animações dos personagens, o visual… tudo parece talvez familiar até demais para os fãs dos demais jogos da série. Mesmo que The Sims 3 não traga evoluções tão marcantes quanto as que ocorreram do primeiro para o segundo jogo, isso dá ao jogador uma sensação de conforto e elimina qualquer curva de aprendizado entre os fãs veteranos, que podem concentrar-se direto nas novidades. Afinal, a vida – mesmo que simulada – é curta, e não há tempo a perder.

Muito obrigada pela dica, Tutano! Comente!